🚨 DRACO bloqueia R$ 9,3 milhões e mira esquema de lavagem de dinheiro em Sinop.
A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Fluxo Oculto para desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual no tráfico d
A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Fluxo Oculto para desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão e outras 58 medidas cautelares, cumpridas em Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande, Cuiabá, além de alvos no Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. Entre os principais investigados estão três apontados como líderes da facção, responsáveis por coordenar as atividades criminosas e administrar os recursos financeiros do grupo. No total, 31 pessoas físicas e duas empresas são investigadas por participação direta ou indireta no esquema.
Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 9,3 milhões em ativos financeiros dos investigados, com o objetivo de enfraquecer a estrutura econômica da organização.
As investigações apontam que empresas legalmente registradas eram utilizadas para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. Um supermercado localizado em Cláudia está entre os estabelecimentos investigados por, supostamente, servir para inserir dinheiro ilícito no sistema financeiro, dando aparência de legalidade aos valores obtidos de forma criminosa.
Os policiais também identificaram que parte do dinheiro arrecadado com a venda de drogas em Mato Grosso era enviada ao Rio de Janeiro, revelando uma estrutura organizada para movimentação e distribuição dos recursos da facção.
Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, os criminosos montaram um sofisticado esquema de lavagem de capitais para dificultar a identificação da origem do dinheiro obtido com o tráfico. De acordo com ele, empresas eram utilizadas para mascarar os valores ilícitos e permitir que circulassem no mercado formal como se fossem provenientes de atividades legais.
A Operação Fluxo Oculto representa a terceira fase das investigações iniciadas no ano passado, após a prisão em flagrante de dois integrantes da organização em Cláudia. Desde então, a Draco conseguiu identificar a estrutura do grupo, seus integrantes e o funcionamento do esquema financeiro utilizado para esconder os lucros do tráfico.
Em março deste ano, durante a Operação Aurora Fronteiriça, foram apreendidos 525 quilos de cocaína e pasta base pertencentes ao mesmo grupo criminoso. Já em maio, a segunda fase da investigação, denominada Operação Vinculum Sanguinis, resultou na apreensão de 25 quilos de pasta base, R$ 169 mil em dinheiro, na prisão de três suspeitos e no bloqueio de mais de R$ 3 milhões em bens e valores.
Com o avanço das investigações, a Draco concluiu que a organização criminosa mantinha uma estrutura financeira complexa voltada à ocultação dos lucros obtidos com o tráfico de drogas. As diligências continuam, com a análise do material apreendido e das informações obtidas por meio das medidas judiciais cumpridas.